Afeto, Ciência e Sociedade: Uma Revisão Narrativa sobre a Neurobiologia do Amor Romântico
Palavras-chave:
Amor Romântico, Sistema de Recompensa, Dopamina, OcitocinaResumo
O amor romântico sempre foi tema de discussões desde a sua conceituação, especialmente por suas características universais. Discussões que abrangem dimensões culturais, sociais, neurofisiológicas, químicas e comportamentais, vêm, cada vez mais, enriquecendo esse debate na atualidade. Historicamente, o amor é descrito há mais de 5000 anos, sendo retratado até os dias atuais em diversas áreas, desde as literaturas e artes até em campos, recentemente estudados, como a psicologia e as neurociências. Diante disso, a presente revisão narrativa propõe-se a discutir os aspectos neurobiológicos relacionados ao amor romântico, adotando a perspectiva biológica que o define como um estado motivacional associado ao aumento do desejo de acasalamento. Pesquisas de neuroimagem evidenciam a ativação do núcleo accumbens e da área tegmental ventral, conhecidas por sua participação com o sistema de recompensa, como responsáveis pelo prazer e motivação, associadas à experiência quando o amor romântico é vivenciado. Esses estados motivacionais também estão relacionados à alterações neuroquímicas significativas no organismo, como a liberação de neurotransmissores (dopamina, serotonina, ocitocina) e hormônios (cortisol, LH e FSH). Ressalta-se que os aspectos neuroquímicos são responsáveis por influenciar a formação de vínculos, comportamentos sociais que são capazes de demonstrar toda a complexidade do amor romântico. Diante da multidimensionalidade do tema, conclui-se que estudos sobre amor exigem uma abordagem interdisciplinar. Futuras pesquisas devem buscar compreender as distinções entre diferentes formas de amor e suas bases neurobiológicas, visando aprofundar o conhecimento científico e suas aplicações em intervenções clínicas e sociais.
