Afeto, Ciência e Sociedade: Uma Revisão Narrativa sobre a Neurobiologia do Amor Romântico

Autores

  • Gabriel dos Santos Félix 1Universidade Federal da Paraíba 2 Laboratório de Neurociências de Dor & Emoções. Centro Multiusuário de Neuroeletrofisiologia, Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
  • Letícia Longatto 2 Laboratório de Neurociências de Dor & Emoções. Centro Multiusuário de Neuroeletrofisiologia, Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil. 3 Laboratório de Neurociências do Bem-Estar e do Cuidado Humano, Departamento de Cirurgia e Anatomia, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil.6Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP), Departamento de Enfermagem Geral e Especializada, Ribeirão Preto, SP, Brasil. https://orcid.org/0009-0009-9531-446X
  • José Aparecido da Silva 4Universidade de Brasília (UnB) https://orcid.org/0000-0002-1852-369X
  • Renato Leonardo de Freitas https://orcid.org/0000-0003-1799-5326
  • Priscila Medeiros Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Amor Romântico, Sistema de Recompensa, Dopamina, Ocitocina

Resumo

O amor romântico sempre foi tema de discussões desde a sua conceituação, especialmente por suas características universais. Discussões que abrangem dimensões culturais, sociais, neurofisiológicas, químicas e comportamentais, vêm, cada vez mais, enriquecendo esse debate na atualidade. Historicamente, o amor é descrito há mais de 5000 anos, sendo retratado até os dias atuais em diversas áreas, desde as literaturas e artes até em campos, recentemente estudados, como a psicologia e as neurociências. Diante disso, a presente revisão narrativa propõe-se a discutir os aspectos neurobiológicos relacionados ao amor romântico, adotando a perspectiva biológica que o define como um estado motivacional associado ao aumento do desejo de acasalamento. Pesquisas de neuroimagem evidenciam a ativação do núcleo accumbens e da área tegmental ventral, conhecidas por sua participação com o sistema de recompensa, como responsáveis pelo prazer e motivação, associadas à experiência quando o amor romântico é vivenciado. Esses estados motivacionais também estão relacionados à alterações neuroquímicas significativas no organismo, como a liberação de neurotransmissores (dopamina, serotonina, ocitocina) e hormônios (cortisol, LH e FSH). Ressalta-se que os aspectos neuroquímicos são responsáveis por influenciar a formação de vínculos, comportamentos sociais que são capazes de demonstrar toda a complexidade do amor romântico. Diante da multidimensionalidade do tema, conclui-se que estudos sobre amor exigem uma abordagem interdisciplinar. Futuras pesquisas devem buscar compreender as distinções entre diferentes formas de amor e suas bases neurobiológicas, visando aprofundar o conhecimento científico e suas aplicações em intervenções clínicas e sociais. 

Biografia do Autor

Gabriel dos Santos Félix, 1Universidade Federal da Paraíba 2 Laboratório de Neurociências de Dor & Emoções. Centro Multiusuário de Neuroeletrofisiologia, Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil

Discente do curso de Psicologia da Universidade Federal da Paraíba 

Letícia Longatto, 2 Laboratório de Neurociências de Dor & Emoções. Centro Multiusuário de Neuroeletrofisiologia, Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil. 3 Laboratório de Neurociências do Bem-Estar e do Cuidado Humano, Departamento de Cirurgia e Anatomia, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil.6Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP), Departamento de Enfermagem Geral e Especializada, Ribeirão Preto, SP, Brasil.

Discente do Curso de Licenciatura e Bacharelado em Enfermagem da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP)

José Aparecido da Silva, 4Universidade de Brasília (UnB)

José Aparecido Da Silva

Full Professor Senior Professor

Renato Leonardo de Freitas, https://orcid.org/0000-0003-1799-5326

Biólogo, mestre e doutor em Ciências, subárea Neuropsicofarmacologia, com estágio em pós-doutorado em Neurociências. Atualmente, Professor e Pesquisador e um eterno aprendiz,

Publicado

2026-03-15

Como Citar

Félix, G. dos S., Longatto, L., Silva, J. A. da, Freitas, R. L. . de, & Medeiros, P. (2026). Afeto, Ciência e Sociedade: Uma Revisão Narrativa sobre a Neurobiologia do Amor Romântico. Cadernos De Psicologia, 6(1), 11. Recuperado de https://cadernosdepsicologia.org.br/index.php/cadernos/article/view/378

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