Gênero e Sexualidade na Produção de Cuidados na Rede de Atenção Psicossocial: Uma Revisão Integrativa
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Palavras-chave:
Gênero, Sexualidade, CuidadoResumo
O modelo da Atenção Psicossocial faz proliferar debates acerca dos fatores que atravessam a produção de saúde e adoecimento das pessoas. Pesquisas na área têm relacionado os marcadores sociais da diferença a aspectos vulnerabilizadores em saúde mental por produzirem opressões, violências e desigualdades, que resultam em maior risco ao sofrimento psíquico. Nessa linha, este artigo tem como objetivo analisar, a partir das produções bibliográficas publicadas no período de 2010 a 2023, de que modo os marcadores sociais de gênero e/ou sexualidade têm sido articulados na produção de cuidado em saúde mental em dispositivos da RAPS. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, que emprega a Revisão Integrativa de Literatura e utiliza a Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) Brasil como base de dados, resultando em uma amostra final de 14 artigos. Os achados evidenciam a existência de lacunas no cenário da promoção de cuidado na RAPS no que tange às abordagens de gênero e/ou sexualidade. Embora alguns desses estudos apontem a relação entre esses marcadores e as experiências de sofrimento das pessoas assistidas, todos os trabalhos denunciam a ausência desse reconhecimento no âmbito da promoção da assistência e a prevalência de um entendimento cartesiano, normativo, moralista e/ou patologizante. A fim de contribuir para a formulação de políticas e a construção de práticas implicadas com o enfrentamento das iniquidades em saúde, destacam-se como pistas a necessidade de capacitação profissional, via atualização curricular e Política de Educação Permanente em Saúde, e a criação de espaços coletivos de cuidado.
