Possibilidades de Interlocução entre a Terapia Cognitivo-Comportamental e a Terapia Feminista
Palabras clave:
terapia cognitivo-comportamental, terapia feminista, psicologia feminista, interlocuçãoResumen
A terapia feminista uma postura que o terapueta assume de compromisso com os princípios feministas, mais do que uma abordagem teórica específica. O objetivo deste artigo foi investigar possibilidades de integração dos princípios da terapia feminista na terapia cognitivo-comportamental (TCC), por meio de uma revisão de escopo. Foi realizada uma busca nas bases de dados Scielo, PubMed, IndexPsi, PsycInfo e PePsic, utilizando os termos e os operadores booleanos “terapia cognitivo-comportamental” or “cognitive behavior therapy” and “psicologia feminista” or “terapia feminista” or “feminist psychology” or “feminist therapy”. O baixo número de artigos encontrados indica que o tema é incipiente na literatura científica. Aplicações da TCC com populações específicas foram apresentadas a partir de uma lente feminista. Também foi constatado que técnicas específicas da TCC podem ser utilizadas em função dos objetivos feministas, como a reestruturação de crenças, a descoberta guiada e o uso da relação terapêutica. Os princípios norteadores das duas vertentes terapêuticas são compatíveis entre si, e sua integração pode corroborar uma prática clínica cognitivo-comportamental mais sensível e eficaz para os problemas clínicos que são repercussões das estruturas sociais patriarcais, sexistas e de classe.
